ISCAL fortalece Gestão da Qualidade com resultados de Pesquisa da Cultura de Segurança do Paciente
Nos dias 08 e 09 de outubro, a Irmandade da Santa Casa de Londrina (ISCAL) marcou presença no 11º Encontro Paranaense do Programa Segurança em Alta da Unimed Paraná com a apresentação do trabalho científico "Utilização da Pesquisa de Cultura de Segurança do Paciente para Melhoria da Qualidade e Qualificação Hospitalar: O Case ISCAL".

O estudo de Aline Kalçovik, Analista de Qualidade, e Fabiana Barreiros, Coordenadora de Serviços de Assistência Especializada, foi exposto no 3º Prêmio Boas Práticas, realizado durante o evento, e detalha a jornada de transformação e maturidade institucional da cultura de segurança guiada pela avaliação contínua do ambiente de trabalho e da assistência hospitalar.
Cultura de Segurança: da teoria à transformação prática
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A cultura de segurança do paciente abrange o conjunto de valores, atitudes, competências e comportamentos que determinam o comprometimento da instituição com a prevenção de erros e a promoção do cuidado seguro. Segundo a literatura da área, a transição entre estágios de cultura hospitalar exige constância e engajamento coletivo.
A consolidação dessa mentalidade é um trabalho diário e contínuo e a avaliação da cultura é a principal aliada na identificação de vulnerabilidades sistêmicas. "A segurança do paciente é uma dimensão da própria qualidade hospitalar. Não há como dissociar. A pesquisa da cultura de segurança do paciente é a opção mais acertada para chegar à causa raiz das maiores metas e desafios internos", explica Fabiana Barreiros, Coordenadora de Serviços de Assistência Especializada da ISCAL.
Evolução dos indicadores e decisões baseadas em evidências
Para avaliar a percepção dos profissionais próprios e terceirizados, a ISCAL utilizou a Hospital Survey on Patient Safety Culture (HSOPSC – versão 2.0), ferramenta validada internacionalmente da agência norte-americana AHRQ. A pesquisa foi aplicada em dois ciclos eletrônicos (abril de 2025 e abril de 2026) e obteve 1.043 respondentes. Os dados revelaram uma Média Global Consolidada de 55% de respostas positivas em 2026 (uma evolução em relação aos 54,26% em 2025), classificando o momento da ISCAL como uma Cultura Calculada (com gestão formal de riscos) em transição ativa para uma Cultura Proativa.
Principais avanços identificados nas 10 dimensões:
● Notificações da Qualidade: aumento de 30% na média mensal de relatos (passando de 98 notificações/mês em 2025 para 128/mês em 2026), refletindo um ambiente onde os profissionais se sentem mais encorajados a reportar ocorrências.
● Trabalho em equipe nas unidades: + 4,63%
● Suporte da gestão hospitalar: + 3,29%.
● Comunicação sobre o erro: + 2,27%.
Ações de impacto geradas pela pesquisa

A partir dos diagnósticos da pesquisa, a ISCAL estruturou diversas frentes de trabalho multiprofissionais para aperfeiçoar os processos assistenciais:
1. Gestão do Cuidado e Tecnologias: Implantação de curativo multicamadas e laserterapia para prevenção/tratamento de Lesões por Pressão (LPP), introdução de terapia por pressão negativa, banho a seco para pacientes acamados e aquisição de etiquetadoras automatizadas para padronização de pulseiras de identificação.
2. Comunicação Assistencial e Transição: Implementação do modelo padronizado SBAR e checklists de transição de cuidados entre setores e na alta hospitalar.
3. Integração e Envolvimento da Ponta: Criação de Grupos de Trabalho (GTs) integrando a equipe assistencial na análise crítica de eventos adversos graves e reuniões periódicas para a construção conjunta dos planos de ação.
4. Desmistificação da Cultura Punitiva: Discussão contínua sobre "Cultura Justa" junto às lideranças e ao setor de RH, alterando o fluxo para que relatos de eventos sejam tratados com foco no aprendizado e na melhoria dos processos, e não em punições individuais.
Reconhecimento e conquista do Selo Prata PSA Unimed
O acompanhamento rigoroso e sistemático dessas diretrizes culminou na conquista do Credenciamento Prata na Certificação Segurança em Alta da Unimed pela ISCAL em setembro de 2025. Segundo Aline Kalçovik, Analista de Qualidade da ISCAL, a conquista do selo é fruto do empenho coletivo, mas o benefício principal recai sobre o paciente e a segurança de toda a comunidade hospitalar. "Usando a pesquisa para fortalecer a qualidade (...), o resultado demonstra como nós estamos e pretendemos mudar. Nós tivemos uma boa adesão nestes GTs, nas ações, nas análises de indicadores, até na elaboração do plano de ação em conjunto com as áreas assistenciais", analisa.
A experiência da ISCAL comprova que a aplicação sistemática de ferramentas acessíveis de avaliação de cultura — com custo zero e flexibilidade tecnológica — solidifica a governança da saúde e consolida decisões pautadas em evidências para o alcance da excelência.
